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Marcha da Classe Trabalhadora ocupa Brasília pelo fim da escala 6x1

Marcha da Classe Trabalhadora ocupa Brasília pelo fim da escala 6x1

 Manifestantes entregam pauta com 68 reivindicações ao governo Lula e pressionam Congresso por redução da jornada sem corte salarial.

Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Milhares de trabalhadores de diversas regiões do país realizaram, nesta quarta-feira (15), uma grande mobilização nacional na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Organizada por centrais sindicais e movimentos sociais, a Marcha da Classe Trabalhadora teve como foco central o apoio ao fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.
O ato ocorre em um momento decisivo: na última terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) sobre o tema em regime de urgência. Com isso, o Legislativo tem até 45 dias para analisar a proposta que institui a escala 5x2.
Pressão e Justiça Social
Durante a tarde, uma comitiva foi recebida no Palácio do Planalto pelo presidente Lula e ministros para a entrega de um documento com 68 itens prioritários, incluindo o combate ao feminicídio, a valorização do salário mínimo e a igualdade salarial entre gêneros.
Sérgio Nobre, presidente da CUT, destacou que a mobilização visa incluir milhões de jovens e servidores públicos em direitos fundamentais. "Somos muito bons de articulação, mas somos muito bons de rua também", afirmou, reforçando a necessidade de pressão popular sobre os parlamentares.
Apoio Político
O ministro Guilherme Boulos criticou setores da oposição que tentam adiar a votação para depois do período eleitoral. Segundo ele, o trabalhador "tem urgência" e a adaptação das empresas pode ser feita em curto prazo. Parlamentares da base governista também ressaltaram o impacto positivo da medida na qualidade de vida das mulheres — que enfrentam tripla jornada — e na saúde mental da classe trabalhadora.
Impacto Real
Atualmente, cerca de 14 milhões de brasileiros atuam no regime 6x1. Para o governo e movimentos sociais, a mudança é uma questão de "justiça social", permitindo que o trabalhador tenha mais tempo para a família, lazer e qualificação profissional, corrigindo uma estrutura que hoje atinge 74% dos profissionais celetistas com jornadas superiores a 40 horas semanais.

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