Marcha da Classe Trabalhadora ocupa Brasília pelo fim da escala 6x1
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Manifestantes entregam pauta com 68 reivindicações ao governo Lula e pressionam Congresso por redução da jornada sem corte salarial.
Milhares de trabalhadores de diversas regiões do país realizaram, nesta quarta-feira (15), uma grande mobilização nacional na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Organizada por centrais sindicais e movimentos sociais, a Marcha da Classe Trabalhadora teve como foco central o apoio ao fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.
O ato ocorre em um momento decisivo: na última terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) sobre o tema em regime de urgência. Com isso, o Legislativo tem até 45 dias para analisar a proposta que institui a escala 5x2.
Pressão e Justiça Social
Durante a tarde, uma comitiva foi recebida no Palácio do Planalto pelo presidente Lula e ministros para a entrega de um documento com 68 itens prioritários, incluindo o combate ao feminicídio, a valorização do salário mínimo e a igualdade salarial entre gêneros.
Durante a tarde, uma comitiva foi recebida no Palácio do Planalto pelo presidente Lula e ministros para a entrega de um documento com 68 itens prioritários, incluindo o combate ao feminicídio, a valorização do salário mínimo e a igualdade salarial entre gêneros.
Sérgio Nobre, presidente da CUT, destacou que a mobilização visa incluir milhões de jovens e servidores públicos em direitos fundamentais. "Somos muito bons de articulação, mas somos muito bons de rua também", afirmou, reforçando a necessidade de pressão popular sobre os parlamentares.
Apoio Político
O ministro Guilherme Boulos criticou setores da oposição que tentam adiar a votação para depois do período eleitoral. Segundo ele, o trabalhador "tem urgência" e a adaptação das empresas pode ser feita em curto prazo. Parlamentares da base governista também ressaltaram o impacto positivo da medida na qualidade de vida das mulheres — que enfrentam tripla jornada — e na saúde mental da classe trabalhadora.
O ministro Guilherme Boulos criticou setores da oposição que tentam adiar a votação para depois do período eleitoral. Segundo ele, o trabalhador "tem urgência" e a adaptação das empresas pode ser feita em curto prazo. Parlamentares da base governista também ressaltaram o impacto positivo da medida na qualidade de vida das mulheres — que enfrentam tripla jornada — e na saúde mental da classe trabalhadora.
Impacto Real
Atualmente, cerca de 14 milhões de brasileiros atuam no regime 6x1. Para o governo e movimentos sociais, a mudança é uma questão de "justiça social", permitindo que o trabalhador tenha mais tempo para a família, lazer e qualificação profissional, corrigindo uma estrutura que hoje atinge 74% dos profissionais celetistas com jornadas superiores a 40 horas semanais.
Atualmente, cerca de 14 milhões de brasileiros atuam no regime 6x1. Para o governo e movimentos sociais, a mudança é uma questão de "justiça social", permitindo que o trabalhador tenha mais tempo para a família, lazer e qualificação profissional, corrigindo uma estrutura que hoje atinge 74% dos profissionais celetistas com jornadas superiores a 40 horas semanais.