Sem água e sem respostas: Prefeita Emília Corrêa endurece cobrança à Iguá
26 abril, 2026
Prefeita cobra transparência da Iguá Sergipe e avalia decretar situação de emergência após indícios de sabotagem no sistema.
Após mais um episódio grave de falta de água em Aracaju, a prefeita Emília Corrêa, se pronunciou com firmeza em suas redes sociais, na tarde deste domingo, 26, e determinou cobrança imediata por respostas claras da Iguá Sergipe.
A situação, que já vinha afetando diversos bairros da capital, foi agravada, segundo a própria concessionária, por indícios de sabotagem em equipamentos do sistema. Há sinais de violação nos mecanismos que controlam o fluxo de água, o que pode ter comprometido ainda mais o abastecimento. A empresa informou que acionou a Polícia Civil para apurar o caso.
Diante da situação caótica, a gestora se solidarizou com os aracajuanos e cobrou transparência da concessionária responsável pelo abastecimento na capital. “Tenho acompanhado tudo de perto, por meio do Comitê de Acompanhamento da Concessão da Água em Aracaju. E falo com sinceridade: entendo a angústia de quem está sem água. Sei o quanto isso impacta a rotina, a dignidade e a vida das pessoas. O que não dá para aceitar é a falta de informação. Até agora, a concessionária não apresentou dados completos sobre quantos bairros estão sem água, nem há quanto tempo cada local está sendo afetado. Já determinei a cobrança imediata dessas informações. Sem clareza, não conseguimos sequer dimensionar o tamanho do problema neste domingo, dia 26. O serviço de abastecimento é uma concessão firmada pelo Governo do Estado com a Iguá Saneamento, mas desde o início tenho cobrado providências. A população não pode continuar enfrentando dias seguidos de desabastecimento sem saber quando a situação será normalizada. Já estamos adotando todas as medidas cabíveis. Não vamos hesitar em recorrer à Justiça e, se necessário, avaliar o decreto de situação de emergência. Também acionamos o Governo do Estado e a concessionária para detalhar a distribuição de carros-pipa, porque serviços essenciais não podem parar, inclusive, já tivemos escolas municipais com aulas suspensas por falta d’água.!Mesmo não sendo responsabilidade direta do município, determinei a mobilização da Defesa Civil e das nossas equipes para reduzir os impactos, principalmente nas áreas mais sensíveis”, afirmou.
Por fim, a gestora voltou a dizer que água é um direito básico, e quando isso é negado, enquanto estiver à frente da gestão municipal, continuará exigindo que ele seja respeitado. “Água é essencial. É direito. E enquanto esse direito não estiver sendo garantido, eu vou continuar cobrando. Sigo acompanhando de perto, cobrando soluções rápidas e me colocando ao lado da população exigindo respeito com o povo de Aracaju”, pontuou.
Fonte e Foto: Ascom EC